Como as malas se perdem nos aeroportos?

Por
Thais Sant’Ana

 

Pelas estatísticas, não parece um grande problema: 99% da bagagem aérea do mundo chega ao destino. Acontece que o 1% restante representa uma pilha anual de 8 milhões de volumes, que somem por causa de procedimentos-padrão ou por erros de percurso.

A maioria dos sumiços é uma questão de etiqueta – o adesivo identificador colado na hora do check-in é a única informação sobre o destino na mala. Se a etiqueta estiver errada ou se cair durante o embarque e o desembarque, a mala vai para um lado e o dono para outro. Mas às vezes o dono da bagagem também tem culpa: se a mala é despachada tarde demais, pode ficar pelo caminho por restrições de peso. Imagine que existem vários guichês recebendo malas acima do peso permitido. Conforme o check-in avança, os quilos a mais vão se acumulando e só mais tarde descobre-se que algumas bagagens não podem entrar porque o limite de carga do avião foi ultrapassado.

As malas desgarradas são normalmente reunidas em grandes depósitos bancados por muitas empresas. Por causa da quantidade de volumes, pode demorar semanas até que a mala volte de um desses lugares para o seu dono. Como cada devolução de mala perdida custa em média US$ 100 para as companhias – US$ 8 milhões por ano -, elas estudam medidas para diminuir as perdas, como banco de dados global e trocar as etiquetas por chips com radiofrequência.

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